segunda-feira, 28 de abril de 2008

A volta


Fiquei feliz em ver o "Quixote" de novo.
Mesmo com problemas, mesmo com questões.
Chegar em São Paulo é reencontrar a "vida real", com a correria, as obrigações, etc.
Mas guardo a sensação do domingo aqui. Ver algo que foi construído com paixão tomar corpo de novo. Acho que às vezes a gente vive coisas que te relembram o rumo que precisa tomar.

O "Quixote" é isso para mim.


A Aline disse, na véspera da primeira estréia, que a peça é "uma vitória sobre todos os monstros que lutam contra nós". Cada vez que assisto a peça, acho que ela é uma vitória. Sobre um monstro que sufoca. Acho que ela é um ritual de esperança e de crença na humanidade. Como se fosse uma oração não a um deus, mas ao humano que existe dentro de nós no que ele tem de melhor.

Com essa peça cheguei a uma conclusão que resume o meu amor pelo teatro. Você pode ouvir críticas, "filtrar" o que serve e o que não serve, mas a resposta que deve ser conquistada é:
"Esse trabalho me representa?"
Isso tem que estar acima de tudo.
O "Quixote" me representa.
Muito.


Obrigado, companheiros de sonho.

3 comentários:

Leco Vilela disse...

isso é o que eu tenho me perguntado.

Aline Baba disse...

Obrigada ao Velho Marijo que sempre navega para longe!

Anônimo disse...

pois é.. gosto muito de sua representação... saudades