segunda-feira, 14 de abril de 2008

Ícaro


"Em Ícaro, queria falar de esperança, mas trazendo à vida os anti-heróis, que é como a maioria das pessoas se enxerga. A este personagem cabe traçar a história de todos aqueles que, de certa forma, vivem a derrota, uma derrota que no jogo burlesco se anima de cores e epopéias."

Daniele Finzi Pasca


Cheguei no Sérgio Cardoso depois do ensaio.

Bom ver aquele teatro lotado - ou quase isso - depois de tanto tempo.

E assisti um presente. Mesmo ele dizendo que a peça foi pensada para um único espectador, que ele convida para subir ao palco e fica com ele o tempo todo. Mesmo assim, o presente era meu.


Suavidade. Sensibilidade e graça. Delicadeza.

Um clown grandioso na sua humanidade.


" - Você acha mesmo que eu consigo voar?

- Claro que sim, Augusto.

- Obrigado, companheiro. Obrigado."


" - Aí eu fiquei sozinho aqui. E percebi que escapar sozinho não tem graça."


" - Temos que dar o nosso apoio a todo aquele que consegue escapar."


Ícaro.

A gente precisa dos Quixotes, assim como precisa daqueles que teimem em voar até o sol, mesmo que a cera das asas se derreta.


Para Juliana e Lélia, que me fizeram assistir a peça, providencialmente.

4 comentários:

Lélia Campos disse...

Foi presente para todos nós!!! Evoé!!

Lélia Campos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lélia Campos disse...

Ah, mais um coisa!
- Eu tenho certeza que voc� consegue voar, "Augusto"!

René Piazentin disse...

Obrigado companheiro. Obrigado.