
"Em Ícaro, queria falar de esperança, mas trazendo à vida os anti-heróis, que é como a maioria das pessoas se enxerga. A este personagem cabe traçar a história de todos aqueles que, de certa forma, vivem a derrota, uma derrota que no jogo burlesco se anima de cores e epopéias."
Daniele Finzi Pasca
Cheguei no Sérgio Cardoso depois do ensaio.
Bom ver aquele teatro lotado - ou quase isso - depois de tanto tempo.
E assisti um presente. Mesmo ele dizendo que a peça foi pensada para um único espectador, que ele convida para subir ao palco e fica com ele o tempo todo. Mesmo assim, o presente era meu.
Suavidade. Sensibilidade e graça. Delicadeza.
Um clown grandioso na sua humanidade.
" - Você acha mesmo que eu consigo voar?
- Claro que sim, Augusto.
- Obrigado, companheiro. Obrigado."
" - Aí eu fiquei sozinho aqui. E percebi que escapar sozinho não tem graça."
" - Temos que dar o nosso apoio a todo aquele que consegue escapar."
Ícaro.
A gente precisa dos Quixotes, assim como precisa daqueles que teimem em voar até o sol, mesmo que a cera das asas se derreta.
Para Juliana e Lélia, que me fizeram assistir a peça, providencialmente.
4 comentários:
Foi presente para todos nós!!! Evoé!!
Ah, mais um coisa!
- Eu tenho certeza que voc� consegue voar, "Augusto"!
Obrigado companheiro. Obrigado.
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