sexta-feira, 30 de outubro de 2009

"A Bronca do Antunes"



Na foto, Carolina Costa em "A Sonata dos Espectros", clicada pela Eli.

Uma das coisas mais geniais do Facebook é "A Bronca do Antunes". Dá para imaginar ele gritando, chacoalhando as mãos e soltando as pérolas como "é o vagalume!", "vai comprar eletrodomésticos!" e outros bichos...

Dá vontade as vezes de ter a clareza chula de através de um comentário tosco desses conseguir passar a indignação com certas coisas que se faz no palco.
Listando:

- Como diria Beth Lopes, teatro não é lugar de se "ser feliz". É sofrido! Claro que a gente gosta, mas tem um lado que não é parque de diversão não: é dedicação, estudo, horas e horas focadas naquele trabalho quando se poderia estar em qualquer outro lugar fazendo qualquer outra coisa, especialmente quando se precisa ter a humildade de saber-se EM FORMAÇÃO;

- Texto - a pessoa reclama que tem pouco texto mas não decora nem o que tem, não estuda a proposta para poder propor, acha que tudo ou é "prêmio" ou "castigo". Dá vontade de fazer só peça sem texto, principalmente em se tratando de escola. Será um problema de ego ou de falta de compreensão mesmo?

- Preguiça máxima de quem delega a responsabilidade total para o diretor, no melhor estilo "se a peça for boa o mérito é dos atores, se for ruim a culpa é do diretor." Proponha alguma coisa! Seja co-criador, não seja chato!

Desabafo sobre a total falta de sensibilidade artística de alguns. Pelo menos se houvesse humildade em se colocar como alguém em processo de aprendizagem, ou ao menos de curiosidade, ok.

Carolina Costa e a "Sonata" não tem nada a ver com isso, só achei a foto boa mesmo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009



Vá assistir "AquiFora", com a Cia. OPOVOEMPÉ.
Até o final de outubro, 16h, saindo da Galeria Olido, no Centro, às terças e quartas.

Lembre-se das sondas Voyager 1 e 2:

"As duas sondas carregam consigo um disco (e a respectiva agulha) de cobre revestido a ouro, contendo uma apresentação para outras civilizações, com 115 imagens (onde estão incluídas imagens de pescadores portugueses e a Grande Muralha da China, entre outras), 35 sons naturais (vento, pássaros, água ...) e saudações em 55 línguas, incluíndo Português. Foram também incluídos excertos de música étnica, de obras de Beethoven e Mozart e "Johnny B. Goode" de Chuck Berry."

domingo, 4 de outubro de 2009

Mais sobre o Trágico



Estava eu discutindo com um amigo há dias atrás sobre relações.
Ele tem uma postura um tanto quanto niilista da coisa enquanto que eu vivo fases que não posso chamar de "românticas" porque hoje em dia traduzir este adjetivo como "emo" não é muito difícil. E me desculpem os "emos" mas ser "emo" é um tanto quanto patético.

Ontem me veio na cabeça a idéia de que se o herói trágico enfrenta o destino mas no fundo possui a consciência de que vai se dar mal, de que esta é uma luta inglória, meu amigo na realidade possui uma concepção trágica do amor.

Coisas como "esperando o próximo erro".
Sabe que o pessimismo dele acabou se tornando mais substancioso?
Será que ainda dá tempo de cultivar uma concepção trágica das relações?