"Gregor rastejou um pouco mais e colocou a cabeça o mais perto possível da porta, para que seus olhares se encontrassem. Será que ele não passava de um animal, embora a música o emocionasse tanto? Parecia que ela lhe abria um caminho rumo a um alimento desconhecido pelo qual ele tanto ansiava."
terça-feira, 22 de março de 2016
quarta-feira, 9 de março de 2016
Nós estamos em constante mudança, sempre
...e isso não é uma frase de auto-ajuda. Na verdade até pode ser. Porque se os estereótipos tiveram seus dias de arquétipo, a auto-ajuda nada mais é que a versão enlatada de algo real, que ficou lá atrás. A realidade está cheia disso: anacronismos, ideias que foram bacanas mas que hoje não servem, ou pelo menos não servem tanto. Ideias ou pensamentos que não acompanharam a passagem das horas, do tempo, que talvez guardaram dentro de si uma versão tacanha do que era a essência delas.
Mudei de casa quatro vezes. A primeira sem perceber, a segunda por impulso, a terceira quase consciente e a quarta, pensada. Mudei ou me mudaram? Tanto faz. Ou quem sabe sempre será uma mistura, pendendo mais para lá que para cá? A gente tem a ilusão que muda, que muda o mundo, que muda os outros (!!!), mas no fim das contas somos mudados. Somos muito mudados! De casa, de trabalho, de sonhos, de gostos, de opiniões. O que sobra nisso tudo? Talvez aquilo que alguém poderia chamar de essência, ou qualquer outra palavra saída dos manuais de auto-ajuda (mas que um dia teve seu "algo de real" e blablabla).
Algumas pontas soltas nesse mapa como tentar acertar sabendo que se erra, que as palavras ganham um peso maior ou menor dependendo do emissor, do meio e do receptor, que muito se muda para talvez se mudar muito pouco. Minha casa contém a outra casa que contém a outra casa que contém a outra casa que contém a outra casa. Mas nessa versão reduzida meio matriosca, o que fica de verdade? A mudança é a versão sintetizada daquilo que veio antes com acréscimos? Não sei. Mas a única verdade "essencial" nisso tudo é reconhecer a mutabilidade de tudo e de si mesmo e aceitar que não se sabe muito de quase nada. Não se sabe muito de quase nada. Não serão as palavras que irão criar castelos, muros, trincheiras ou alimentar desejos, vaidades nem realidades inventadas.
No máximo, um passatempo de luxo.
Não, não se sabe muito de quase nada.
Aceitar isso é bem bacana. Pelo menos deveria ser.
"Deixe o outro lado ser o outro lado"
Mudei de casa quatro vezes. A primeira sem perceber, a segunda por impulso, a terceira quase consciente e a quarta, pensada. Mudei ou me mudaram? Tanto faz. Ou quem sabe sempre será uma mistura, pendendo mais para lá que para cá? A gente tem a ilusão que muda, que muda o mundo, que muda os outros (!!!), mas no fim das contas somos mudados. Somos muito mudados! De casa, de trabalho, de sonhos, de gostos, de opiniões. O que sobra nisso tudo? Talvez aquilo que alguém poderia chamar de essência, ou qualquer outra palavra saída dos manuais de auto-ajuda (mas que um dia teve seu "algo de real" e blablabla).
Algumas pontas soltas nesse mapa como tentar acertar sabendo que se erra, que as palavras ganham um peso maior ou menor dependendo do emissor, do meio e do receptor, que muito se muda para talvez se mudar muito pouco. Minha casa contém a outra casa que contém a outra casa que contém a outra casa que contém a outra casa. Mas nessa versão reduzida meio matriosca, o que fica de verdade? A mudança é a versão sintetizada daquilo que veio antes com acréscimos? Não sei. Mas a única verdade "essencial" nisso tudo é reconhecer a mutabilidade de tudo e de si mesmo e aceitar que não se sabe muito de quase nada. Não se sabe muito de quase nada. Não serão as palavras que irão criar castelos, muros, trincheiras ou alimentar desejos, vaidades nem realidades inventadas.
No máximo, um passatempo de luxo.
Não, não se sabe muito de quase nada.
Aceitar isso é bem bacana. Pelo menos deveria ser.
"Deixe o outro lado ser o outro lado"
Assinar:
Postagens (Atom)
