sexta-feira, 4 de abril de 2008

... e o bonito é que estava de olhos fechados, porque realmente dormia sonhando estar em batalha com um gigante...




"Não existe nada mais profundo e poderoso do que este livro. Representa até hoje a mais acabada expressão da mente humana. Se o mundo acabasse e no Além nos perguntassem: ´Então, o que você entendeu da vida?´, poderíamos simplesmente mostrar o D. Quixote e dizer: ´Esta é a minha conclusão sobre a vida. E você? O que me diz?´"

(Fiódor Dostoiévski)




A lança é um guarda chuvas.

O elmo, um escorredor de macarrão.

O cavalo, uma bicicleta velha.

A armadura, um colete salva-vidas.

Mas basta para lembrar que ainda há espaço para o sonho.


Se eu não me entrego aos moinhos de vento, estarei sempre sentindo apenas o ar que toca o meu rosto, sem nunca entrar em contato direto com aquilo que produz o que sinto. É preciso ir até os moinhos, é preciso tornar-se moinho.


Boa sexta-feira.
(Foto: Mariana Vianna em primeiro plano como "Quixote"
by Mariana Nogueira)

3 comentários:

Cesar disse...

e existe melhor expressão para o Teatro do que ser o bem-aventurado que viveu seus sonhos, derrubando as barreiras impostas entre o real e o imaginário, entre a vida fingida e o fingir de viver?

Leco Vilela disse...

Poha... ta ai um coisa q precisa de criticas... oO

Aline Baba disse...

e os moinhos insitem em querer parar o Quixote que há em em nós...