
Taí o sujeito remando em um barquinho com um rinoceronte a bordo.
A primeira vez que vi a citação do Nietzsche "temos a arte para que a verdade não nos destrua" foi em um cartão virtual que associava a frase a esta imagem. Um rinoceronte a bordo. E o sujeito remando. Situação no mínimo surreal. Salvador Dali teria orgulho do remador solitário.
De vez em quando eu compreendo tanto essa figura.
"- Ah, põe o rinoceronte para fora do barco.
- Mas eu gosto dele.
- Sim, mas não percebe que sem ele o barco corre mais rápido e você faz menos esforço?
- Bom, eu não tenho pressa. E de repente o exercício faz bem."
A gente precisa gostar dos rinocerontes, mesmo que eles sejam estranhos, que se embrenhem no meio da mata e desapareçam. Talvez a relação entre homens e rinocerontes seja uma forma de encontrar a humanidade na espécie. Nas duas espécies.
A "arte" e a "verdade".
Ontem me deu vontade de fazer graduação de novo. Outro curso, lógico, não o mesmo. Mas recomeçar um ciclo ao invés de seguir o trajeto mestrado, doutorado, etc... Quem sabe?
Se eu prestar FUVEST só conto se passar. Se não tocar no assunto, é porque ou não prestei ou não passei. E pronto.
O que esse comentário tem a ver com tudo isso?
Sei lá.
Vou alimentar o rinoceronte, depois volto.
3 comentários:
As vezes me sinto o rinoceronte dessa foto!!!
Como gosto de passar por aqui, é sempre uma supresa boa.
Tomei coragem e criei um blog, depois passa lá.
Beijo
alguns tem dragões... ao melhor estilo Caio fernando de Abreu.
melhor do que tartarugas comendo bifes enquanto eles caem do céu.
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