segunda-feira, 7 de julho de 2008

"Troll, basta-te a ti mesmo!"

"PEER
Deixa essa história de príncipe pra lá e vamos ao que interessa. Por bem ou por mal, a Rainha quis falsear a minha vista, e fazer uma incisão na minha córnea para transformar-me num troll. E eu, o que fiz? Resisti, jurei que nunca deixaria de ser quem eu era! Renunciei a tudo – ao amor, ao poder, às honrarias – para continuar a ser eu próprio, para ser fiel a mim mesmo. Pois bem, é isso que deve confirmar sob juramento no tribunal –
VELHA
Ah, mas isso eu não posso fazer.
PEER
Como assim? (...)
VELHA
Ao deixar o palácio, Vossa Senhoria partiu com a nossa divisa gravada dentro de si.
PEER
Qual divisa?
VELHA
Aquela frase cortante e definitiva, que distingue os homens dos trolls: “Basta-te a ti próprio!”
(...) Desde então adotou esse lema, com todo o empenho da sua alma.
PEER
Eu? Peer Gynt?!
VELHA (Chorando)
Ah, que ingrato! Você viveu sempre como um troll, embora não contasse o segredo a ninguém. Foi a nossa divisa que lhe abriu os caminhos na vida, foi ela que lhe deu riqueza, poder e opulência. (...)"

Final das apresentações do Peer Gynt ontem.
Na foto, "as inglesinhas" com Peer, em um dos seus vislumbres de grandeza.
Cada vez mais os links que a peça possui ficam claros, assim como a crítica ao individualismo da época (da época?)...
Parabéns e obrigado a todos.
Que a gente consiga não viver como um Troll...

Um comentário:

Anônimo disse...

Queria tanto ter visto...
Não pude...=(

Espero que um dia vc seja meu diretor, pois a admiração que tenho por vc não tem tamanho.

Nunca quero perder o contato com vc!

Ti amudorooo


Bjaoo