
PEER
Será que não há ninguém, ninguém na terra inteira, ninguém na escuridão, ninguém no céu?
Será que não há ninguém, ninguém na terra inteira, ninguém na escuridão, ninguém no céu?
Ah, acho que morri muito antes do que o meu corpo!
Quero subir até os picos mais altos e escarpados, quero olhar uma vez mais para o sol nascente e contemplar a terra prometida!
E então, que a neve caia e se amontoe sobre mim, e que se escreva por cima:
“Aqui jaz – ninguém.” E depois... depois, venha lá o que tiver que vir!
"Peer Gynt", V ato.
O herói nunca morre no meio do V ato. E estamos chegando ao final dele. Passamos do meio. As pessoas têm mania de acusarem umas as outras de "carentes". Como se o oposto disso fosse a capacidade de se virar bem sozinho, sem ajuda nem suporte dos outros, como se o heroísmo solitário do sacrifício tivesse que ser louvado o tempo todo.
Temos que ser fortes. E forte é aquele que aprendeu a sofrer sozinho, que aprendeu a abrir mão, a não necessitar das coisas, que aprendeu a prescindir de toda a humanidade. Os outros são "carentes". Aqueles que infelizmente fizeram um pacto com o desejo de compartilhar qualquer coisa que seja externa a eles mesmos.
"Peer Gynt" de Ibsen. Uma aventura, com alunos. Mas sempre uma aventura.
"Basta-te a ti mesmo"; "Sê tu mesmo" - os lemas de Peer e dos Trolls.
Que o levaram, ao final do V ato, à fala aí de cima.
Com o egoísta, individualista, bruto, bêbado e arrogante - e amoroso, carente, solitário e humano Peer Gynt.
Até o final do V ato.
Um comentário:
até!...
Estarei lá escondido nas cadeiras da sala ai depois eu te comprimento e ai vc descobre q eu assiste! =p
heheheh
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