
E começou a temporada teatral 2011. Sesc Consolação, "Resta Pouco a Dizer".
Bem, janeiro é um mês meio ingrato, mas vamos lá. Beckett sempre traz um pouco de curiosidade, no mínimo... Mas ao final resta realmente pouco a dizer.
É louvável, na minha opinião, uma visão menos "tradicional" de Beckett. O espetáculo associou à linguagem árida do autor uma estética "clean", provavelmente influência das artes plásticas e "leu" Beckett na fronteira com a performance. Justo. Havia humor. Justo. Nada pior do que um Beckett extremamente levado a sério, sisudo.
Mas apesar dessa apropriação do autor, da liberdade em tentar "lê-lo" de forma pessoal, o tédio veio. Na corda bamba entre o silêncio e o tédio, ele acabou prevalecendo. E nada menos Beckettiano que o tédio. Aliás nada menos teatral.
A insistência na repetição das performances de autoria dos próprios diretores intermeando as peças já começa a dar sinais de alerta na primeira delas, logo no início do espetáculo. Idéias interessantes que se esgarçam, não têm mais para onde ir e só dilatam a sensação de tempo.
Não é uma "Catástrofe" (nome da primeira das peças de Beckett utilizadas pela montagem) total, vale como uma referência outra do que se faz tradicionalmente. ]
Mas longe de ser imperdível. Vá com paciência. Não vá sem culpa.
Um comentário:
num vi essa montagem....
escreve mais do Beckett...
.
.
.
Winnie
Postar um comentário