Estava assistindo "Café Filosófico" com o Luiz Felipe Pondé, filósofo e meu ex-professor de Filosofia na FAAP (sim, cursei Cinema por dois anos em parcas eras, na época em que a FAAP ainda não havia se tornado um bunker da classe AAA) e o assunto era justamente o Trágico.
O herói trágico subverte pela coragem, única qualidade que resta em um mundo onde sabe-se que o destino irá prevalecer ao final. Ou seja, a luta contra ele é inglória. A Tragédia como oposto da Utopia.
Entretanto, vale a pena enfrentar esta luta, mesmo que perdida desde o início. Lembrei-me do texto de Camus sobre Sísifo, aquele que foi condenado a levar, eternidade à fora, uma pedra até o topo de uma montanha, para vê-la cair rolando e começar tudo de novo.
A condição do herói é justamente esta: lutar a luta perdida do destino.
Mas o destino nos impõe esta luta: um conflito eterno entre Eros e Tanatos, a pulsão de vida e de morte.
No final das contas é a catarse: só nos resta dizer sim à vida, com todos os seus elementos de dor e prazer...
Um comentário:
Até que enfim chegou a autorização... pois é... assisti o café filosófico no domingo também, muita coisa para pensar... curti o blog também, por que só para convidados?
Abs!
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