quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Citando Lélia Campos citando Gikovate


"O bebê nasce chorando porque dói mesmo, não resta a menor dúvida de que nascer é uma transição pra pior! A criança se sente desamparada, e essa dor é amenizada com a atenção e cuidados da mãe, que passa ser “aquela pessoa especial cuja a simples presença já parece trazer boas-novas”.
Pois é, aí começam nossos problemas amorosos... que piora com a formação da individualidade. Porque nesse momento o desejo do aconchego (colo da mãe) passa a “brigar” com a individualidade (o brincar), que pressupõe descer do colo da mãe, ou seja, abrir mão do aconchego, da paz, em prol de um desejo individual.

Eu nem preciso dizer, que essas questões se repetem, se repetem ao longo de nossa vida adulta, só mudando os interlocutores, que substituímos por nossos parceiros amorosos.

Mas sem essa de “Amar a si próprio pra depois amor o outro”. Segundo o autor, e que eu concordo plenamente, costumamos confundir auto-estima, com amor. Mais um erro! “Auto-estima é um juízo de valor, e não um sentimento. O sentimento amoroso, em sua versão original é visceral, automático, relacionado com a simbiose uterina”

AMOR TEM OBJETO!!!!!! Quem ama, ama alguém (ou alguma coisa vai...)"

Reflexões de Lélia no blog "Meu Olhar" (dá uma olhada, o link está listado aí do lado)

Aprendendo com a Lélia:
1 - AMOR TEM OBJETO
2 - AUTO-ESTIMA NÃO É SENTIMENTO (NO MÁXIMO, EM EXCESSO, VIRA NARCISISMO)
3 - "Dar-se valor" não pode chegar ao extremo de se fechar para o que é externo

Medo de sofrer ainda mais?
Da rejeição?

Bem-vindo (tem hífen ainda?) ao mundo. A má notícia: para conseguir a felicidade precisa-se correr esses riscos todos. Senão você fica entricheirado e não vive.

Como diria o Zorba (o grego): "Você vai ter paz suficiente quando estiver morto, viver é meter-se em problemas."

2 comentários:

Lélia Campos disse...

René!!!! Esse livro está me consumindo!!! Estou num trecho dele que não concordo muito, que divide as pessoas nos relacionamentos em dois tipos: os egoístas e os generosos. Aí é que está, sou um ou outro dependendo da pessoa com a qual estou me relacionando, ou seja, ESTOU um ou outro, e em um ou outro grau!
Saudades de ti, querido!

roneubauer disse...

Nossa René, boa hora pra se deparar com esse tipo de comentário, horas antes do parto.
Não conheço esse autor, mas essas questões e opniões são comuns ao ser humano. Alguém falou que o maior erro do homem foi o de ter nascido, não me lembro agora quem. Mesmo assim insisto, nunca tive medo do sofrimento e ao contrário, acho que quem não sofre não "existe" e acho a morte um prêmio da vida.
Esse negócio de amar a si próprio antes de amar alguém, também acho bobagem, uma coisa não tem nada a ver com a outra.
O importante é tentar viver dentro do seu sentido de vida da melhor forma possível pra você, e que ninguém confunda isso com egoísmo.
Beijão.