terça-feira, 9 de setembro de 2008

Hamlet


É impressionante como existe uma coisa básica no teatro que de tão óbvia esquecemos de ser a principal: um coletivo que se transforme em um corpo único. Esse corpo único não é a sua tradução mais óbvia, um coro, mas um coletivo que fale a mesma língua, que esteja igualmente ciente das opções estéticas e filosóficas da montagem e que seja capaz de traduzir isso em cena, fisicamente.
Esta é a importância do processo. Da preparação. É com isso que as coisas se afinam. Com o tempo necessário não para "montar uma peça", mas para criar uma obra. Que pulse no coletivo, uno. A pergunta não é "como montar?", mas "por que montar?". E a partir da necessidade se descobre um caminho.
O teatro tem que ser necessário. Ou é melhor não ser.
Ser ou não ser?
Esta é a questão.
A arte não é um produto, o produto é a consequência dela. Ela é a nossa forma de dialogar com o mundo de uma maneira mais sutil onde o discurso não basta. É a nossa resposta à realidade que nos cerca. E isso não tem nada de utópico, tem de necessário.
Além de PAC´s, Fomentos e Rouanets.

3 comentários:

Aline Baba disse...

e com um grupo, que é grupo... não se importando as adversidades, e contnuando o trabalho..quem sabe não vem um pac e uma rouanet... hahahahaha

Isso só coroa... não é o principal.

Naty Dezoti disse...

Sabe que eu esqueci se eu teria de estar no Serjão ontem ou não...
Bom, amanhã estarei lá.
Mesmo sendo Shakespeare! Fazer o que?

Leco Vilela disse...

Tá... agora vc me deixou com vontade de assistir!... oO