segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Andares

Aí eu estava andando pela rua e uma taxista parada no sinal me chamou perguntando se eu era ator. Meu primeiro impulso foi dizer: "não, eu sou diretor na verdade..." mas logo ele foi substituído por um simples "não, não..." Ela me confundiu com alguém "da novela".
Deve ser a barba. Já tomei providências.
Em seguida, por duas vezes, me param para perguntar o itinerário de algum lugar. Eu devo ter cara de alguém que dá informações confiáveis, isso sempre acontece. Acho engraçado, já que o meu forte nunca foi decorar caminhos. Especialmente quando a pessoa que pergunta está de carro, a maior parte das vezes eu até sei - a pé.

Tento me acostumar a ver as pessoas dormindo pelas ruas, mas isso não deveria ser normal. De vez em quando me pego achando que é brutal da nossa parte não fazer nada, mas o que fazer? Votar na Marta? Sei lá. Dou um cigarro e na falta de coisa melhor, continuo andando.
No frio, achar normal fica mais difícil ainda.

Conversas pela metade que captamos andando. Frases de efeito ou fora de contexto que podem querer dizer tanta coisa.

"Fulana, casa comigo?"
"Vai comprando as coisas."

"Ítalo! Vem almoçar!"
(silêncio)
"Traz ele junto!"

Etc., etc., etc...

4 comentários:

Anônimo disse...

Você é o ator, diretor, homem mais lindo que conheço.

SER ATOR-DIRETOR NAO É FACIL, MAS NO PAPEL DE HUMANO É MAIS DIFICIL, NÃO?O QUE VOCÊ ACHA MAIS FACIL?


Boa sorte em tdu!

Bjs

Anônimo disse...

"Fulana, casa comigo?"
"Vai comprando as coisas."
"Vem almoçar!"
"Traz ele junto!"

Frases de efeito, as vezes ditas por nós mesmos.

Sharonline disse...

Homem mais lindo que o anônimo conhece...ele deve conhecer pouca gente..rs..
Vi uma cena que me lembrou vc com esses posts de coisas que te chamam a atenção.
Dois homens se abraçando em despedida...foi bonito, não eram namorados...eram amigos, parentes sei lá...foi lindo!!

Tatiana Araújo disse...

Nem sabia que fumava... Deve ser porque na verdade nunca partilhamos um cigarro nem nada que fosse pedagogicamente incorreto. Pessoas desconhecidas, caminhos desconexos e frases desconectadas, um mosaico do cotidiano da metrópole.