terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Quando eu tinha trinta centímetros



"Para Winnicott a sustentação ou holding protege contra a afronta fisiológica. O holding deve levar em consideração a sensibilidade epidérmica da criança – tato, temperatura, sensibilidade auditiva, sensibilidade visual, sensibilidade às quedas – assim como o fato de que a criança desconhece a existência de tudo o que não seja ela própria. Inclui toda a rotina de cuidados ao longo do dia e da noite. A sustentação compreende, em especial, o fato físico de sustentar a criança nos braços, e que constitui uma forma de amar. A mãe funciona como um ego auxiliar.

Winnicott propõe que, durante os últimos meses de gestação e primeiras semanas posteriores ao parto, produz-se na mãe um estado psicológico especial, ao qual chamou de “preocupação materna primaria”. A mãe adquire graças a esta sensibilização, uma capacidade particular para se identificar com as necessidades do bebê.

O holding feito pela mãe é o fator que decide a passagem do estado de não-integração, que caracteriza o recém-nascido, para a integração posterior. O vínculo entre a mãe e o bebê assentará as bases para o desenvolvimento saudável das capacidades inatas do indivíduo."

Eu tinha trinta centímetros na foto que meu pai me envia à tarde.
Um metro e meio depois, mais ou menos, parece que ainda dá para sentir o paninho verde me cobrindo.
E a vida segue.

3 comentários:

Sharonline disse...

que bonitinho!!

Anônimo disse...

É por causa da lembrança do paninho que sua vida segue. Mais que o paninho, é o olhar dela para você. Muito bonito!!

rafaela disse...

ohnn a Mama Italiana com o filhote