quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Balão do Borkman



- Só me lembro que, sozinho, naquelas noites insones, eu me sentia como que inflando um gigantesco balão para navegar por sobre os oceanos desconhecidos e perigosos. E não queria ter nem você nem o que pertencia a você comigo no balão.
- Por quê?
- Ninguém leva o que tem de mais precioso numa viagem como essa.
- Mas você levou a bordo o que você tinha de mais precioso: o seu futuro, a sua vida.
- Nem sempre a vida é o que se tem de mais precioso.

John Gabriel Borkman

Um comentário:

Anônimo disse...

Que bom existirem pessoas como você René. Que tem a generosidade de compartilhar com o mundo - pelo menos essa pequena fração que te acompanha - coisas tão delicadas e sublimes. De fazer lembrar que existem coisas maiores!

Acho que o dia vai terminar bem.