quarta-feira, 3 de março de 2010

"O Capote" e outros bichos


Lá fui eu assistir "O Capote", da companhia inglesa Gecko, adaptação do conto de Gógol. Já havia recebido a "intimação" que o Beto mandou para os professores, recomendando como "imperdível". Fui. SESI da Paulista, gratuito, plena terça à noite em São Paulo, com cara de terça à noite na Paulista em São Paulo.
No elenco, um ator convidado brasileiro (Rodrigo Matheus) que fala em português enquanto o resto do elenco nas línguas originais (tem um janonês, alguns falam francês e pouco inglês pôde ser percebido). O efeito é quase de uma peça sem texto, já que ele é pouco e quase incompreensível - o eixo da história, em termos verbais, fica com o "ator convidado" (parece uma estrutura que eles seguem em viagens). E o público, em sua maioria de "não iniciados", ficou preso ao Gógol pelas imagens potentes que a companhia constrói.

Talvez seja "perdível", mas vale bem à pena. É que pessoalmente chega um ponto que tantos efeitos me cansam um pouco. Só um pouco. Mas é um espetáculo belo sim. Tecnicamente surpreendente, lembrando a estrutura dos musicais, no que diz respeito às possibilidades cênicas.

Detalhe: Paulista, terça à noite, com cara de São Paulo mesmo. Friozinho, quase uma chuvinha. Que saudade de São Paulo assim... Se fosse para morar em Manaus eu iria para lá, afinal de contas.

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