quinta-feira, 11 de março de 2010

"O Cachorro Morto"



Eu já havia visto o trabalho da companhia com a peça "Escuro", no TUSP. Achei que não fosse gostar. Gostei. Aquele preconceito inicial que as vezes nos acomete quando damos de cara com algum signo que parece trazer um "deja vu" ou algo parecido, mas que logo é vencido ou pela qualidade dos atores, ou pelos signos da encenação, ou pela fábula. No caso, pelas três coisas.

Fiquei curioso ao saber que o outro trabalho da companhia - anterior a esse - estava em cartaz no Espaço Vitrine do Teatro Imprensa. Lá fui eu. Achando que iria gostar. Com medo de já chegar com uma expectativa muito alta e depois me decepcionar. Gostei.

Não tenho um interesse específico em relação à pesquisa da companhia. Não é que ela me agrada por este ou aquele motivo - uma coincidência de interesse estético, de pesquisa de linguagem ou coisa assim. Me agrada porque para além do lado racional do teatro, um espetáculo tem que me levar para algum lugar - metaforicamente falando lógico - me sensibilizar, me mostrar que a arte é aquilo que nos torna capaz de dar um "salto criativo" para além das nossas vidas.

E foi isso que o "Cachorro Morto" fez.
Quem não viu, está bobeando.

Um comentário:

Leco Vilela disse...

me interessou... ta em cartaz ainda? onde?