segunda-feira, 15 de junho de 2009

A Parada...

Bem, mais um ano de Parada Gay. Não que eu tenha um interesse específico nela - seja para bem ou para mal - mas trabalhando em pleno domingo inevitável lembrar de como desviar da Parada para voltar para casa.
Consegui chegar, via metrô. Esperei até as 16h00 e desci na Estação Consolação. Muita gente pela rua, mas até aí ok... Aglomeração é tudo igual, nada de pró nem de contra se são heteros, gays, trans, cybers ou o que quer que seja. Fica difícil andar de qualquer jeito.
Desço a Consolação até em casa, sem novidades. Aglomeração é tudo igual, etc... etc... etc...

Missão cumprida, chego em casa por volta das 16h40. Mas quem aguenta ficar em casa com um barulho desses? Melhor ir fazer algo longe do eixo Consolação-Centro... Desço os oito andares e para minha surpresa vejo que a frente do prédio está tomada pela Parada, que resolveu dar uma desviadinha para as ruas anexas...

Até aí tudo bem. Vou caminhando em direção à rua Alagoas.
Gente bêbada, gente caída, muitas demonstrações ostensivas de "afeto"...
Até aí normal, aglomeração é tudo igual, nada de pró nem de contra, blá blá blá...

Atravesso a rua. Um sujeito de pé recebe sexo oral de outro, ajoelhado, bem na sua frente. Movimentos de cabeça para frente e para trás não deixam a menor dúvida, especialmente olhando de perfil. E o camarada ainda faz um comentário para um grupo do outro lado da rua. Nenhuma preocupação se estão reparando ou não. Nem a senhora que sai da padaria quase em frente intimida. O casal de meia idade com uma criança que cruza o meu caminho em direção à cena certamente não deve ter incomodado também.

Chegando na rua Alagoas, um rapaz loiro está de pé, contra o muro de uma casa. Suas calças estão arriadas até o pé. Atrás dele, um outro que não parece estar ajudando-o a vomitar ou algo do tipo. Eles nem se preocupam com as pessoas que passam a pé ou de carro ao lado.

Enfim.
Não sei se eu que sou muito quadrado, mas acho que quando as pessoas perdem a noção, é tudo igual: hetero, gay, trans, bi, etc.

Só é pena que uma passeata que nasceu pelo orgulho e os direitos de uma parcela da população decaia tanto a ponto de só servir para reforçar o preconceito...

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