
E vem um feriado para quebrar a rotina.
Vamos por partes.
Em primeiro lugar, tive a brilhante idéia de ir à Bienal, já que inclusive comentei sobre ela antes de tê-la visitado, sobre a polêmica do andar vazio. Pois agora posso expressar minha opinião com conhecimento de causa mesmo, estive lá.
Andar vazio? Na realidade, parece que todos os andares estão vazios. Uma sensação de "vazio" no pior sentido, não da reflexão, mas como se estivéssemos sendo enganados. Poucas obras, sem a menor preocupação em indicar para você, público, o sentido delas estarem ali, sem acolher o visitante. Vazio no pior sentido - nem didatismo, nem choque, nem conservadorismo, nem abstração, nada mesmo. Uma impressão de que aquilo tudo é um trote, que as obras foram retiradas dali e que o Pavilhão ficou aberto apenas para dizer que algo acontece.
De tão mal-humorado, me recusei a descer pelo "escorregador". Não queria correr o risco de guardar uma lembrança boa sequer daquilo tudo.
Depois: Fuvest.
Ok, para quem não estudou nada literalmente acertar 50% da prova já está de bom tamanho. Vamos ver se a nota de corte sobe - o que eu acho bem provável, já que todos estão dizendo que a prova estava mais fácil que a do ano passado.
"Romance" com o Wagner Moura é um filme despretensioso, bem no jeitão das minisséries e especiais que o Guel Arraes dirige na Globo. A Letícia Sabatella é um pouco forçada no papel, o enredo não tem nada de especial e o Nanini e o Wilker foram chamados especialmente para fazerem Nanini e Wilker... Mas é bonito em alguns momentos sim. E o Wagner é um grande ator, o que já faz qualquer coisa valer a pena - raro ver um bom ator MESMO no cinema, sem se repetir, sem cair no naturalismo puro e simples... E para quem faz teatro, esse tipo de trama envolvendo os bastidores e a vida "real" em paralelo com as produções, ensaios, etc. em algum ponto toca. Por identificação, por crítica aos estereótipos as vezes, por negação. E ele nos faz entrar na história, uma história que talvez outro ator não nos convenceria e faria o lado negativo - da obviedade, do deja vu, etc - falar mais alto.
Parece que mais do que uma "boa história", estamos sentido falta de bons "contadores de história".
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